domingo, 16 de maio de 2010

Quelóides



Quelóide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, avermelhadas, escuras, rosadas e às vezes brilhantes com formato de corcova. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele e até mesmo espontaneamente. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, as lesões podem se tornar um problema estético importante.
Os quelóides são formados dentro de tecidos enferidados. O colágeno que é usado no tratamento de feridas tende a deixar a área da cicatriz muito maior, muitas vezes produzindo uma protuberância maior do que a cicatriz original. Embora comumente estejam em locais previamente lesionados, os quelóides podem ocorrer espontaneamente. Podem ocorrer num local de um piercing, nas orelhas, sombrancelhas, tronco e outros locais. Também podem ocorrer em lesões da pele provocadas por doenças, como varicela ou acne, assim como em lesões repetitivas por roupas, abrasões e infecções. O quelóide não agride, e quando excisado tende a recorrer. Ocorre igualmente em ambos os sexos embora seja relatado incidência maior, dentre os jovens, nas do sexo feminino, pelo maior uso de brincos. Indivíduos negros têm 50 vezes mais quelóides que os de outras etnias.


Postado por: Michelle

Cicatrização



Postado por: Michelle

Reparo

O reparo é uma resposta natural do corpo à injúria e envolve uma seqüência de eventos altamente independentes .O reparo de um tecido pode ser dividido em três etapas: Inflamatória, Proliferativa e a Reparadora.


Fase Inflamatória: Também chamada de exsudativa ou defensiva, caracteriza-se pelo processo inflamatório local com a presença de sinais típicos ( dor, calor, rubor e edema, podendo alcançar a perda da função local). Se inicia no momento que se ocorre a agressão ao tecido e se prolonga por um período de até 7 dias. Objetiva preparar o local para o novo tecido que crescerá.


Fase Proliferativa: Também chamada de reconstrutiva ou fibroblástica, pode se estender por 3 semanas e é caracterizada pela mitose celular. A reconstituição da matriz extracelular e o desenvolvimento do tecido de granulação ocorre devido à deposição de colágeno, fibronectina e outros componentes.


Fase Reparadora: Também chamada de fase de maturação ou de remodelação, possui início próximo da terceira semana da agressão e seu término pode passar 12 meses. É caracterizada pelas transformações que ocorrem no tecido de cicatrização, sendo estas devido à diminuição progressiva da vascularização e da quantidade de fibroblastos e a reorientação das fibras de colágeno. Nesta fase a cicatrização torna-se mais plana e macia e podem ocorrer defeitos na cicatrização, como quelóides, cicatrizes hipertróficas e hipercromias.



O reparo tecidual pode ocorrer de duas formas: por cicatrização, no qual uma marca fica no local atingido; ou por regeneração, na qual o tecido lesado retoma as características iniciais e originais do tecido. Durante a fase proliferativa do reparo, células dos tecidos e vasos ao redor da lesão, migram atraídas por agentes quimiotácteis e proliferam no seu interior. Os componentes da matriz extracelular mediam interações célula-matriz e funções, desempenhando um papel crítico no processo de reparo tecidual. Diversos fatores de crescimento e citocinas, modulam importante funções celulares como migração, diferenciação e proliferação, ajudando a regular o reparo. Durante a fase de remodelamento, células degradam o tecido de granulação da ferida e o substituem com um tecido que difere do de granulação quanto à estrutura e composição, mas mais parecido com o tecido original.


Postado por: Michelle

sábado, 8 de maio de 2010

Hipoperfusão Sistemica-Choque

É uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório de manter uma irrigação sanguínea adequada da microcirculação,com a conseguinte perfusão inadequada de órgaos vitais.Os tipos de choque são:
- Choque hipovolêmico
-choque cardiogênico
-choque distributivo
*choque neurogênico
*choque anafilático
*choque séptico

Classificação da comunicação intercelular

Em endocrinologia, o estudo da sinalização celular em animais, a sinalização intercelular está subdividida da seguinte maneira:
Sinais
endócrinos são produzidos por células endócrinas e viajam através do sistema circulatório até chegarem a todas as partes do corpo.
Sinais
parácrinos são enviados apenas às células na vizinhança da célula emissora. Os neurotransmissores são um exemplo.
Sinais
autócrinos apenas afectam as células que são do mesmo tipo celular que a célula emissora. Um exemplo são as células do sistema imunitário.
sinais
justácrinos são transmitidos através das membranas celulares, via componentes proteicos ou lipídicos, integrais À membrana, e que são capazes de afectar quer a célula emissora quer as células imediatamente adjacentes

Células Totipotentes

Totipotência é a capacidade de uma única célula, geralmente uma célula tronco, se dividir e produzir todos as células diferenciadas no organismo, incluindo os tecidos extraembrionários. Por exemplo, o corte de uma planta pode ser usado para fazer com que toda planta cresça. O desenvolvimento humano começa quando o espermatozóide fertiliza o óvulo e cria uma única célula totipotente. Nas primeiras horas após a fertilização, esta célula se divide em células totipotentes idênticas. Aproximadamente quatro dias após a fertilização e após vários ciclos de divisão celular, estas células totipotentes começam a se especializar.

Biofilmes-São bactérias agregadas a outras mais resistentes

Papel dos biofilmes nas doençasAté o momento, a vasta maioria das doenças infecciosas vem sendo tratada eficientemente com antibióticos entretanto, de acordo com as pesquisas mais recentes, sabemos que tal tipo de estratégia pode ser ineficaz em duas situações: 1) com organismos exibindo resistência inata à droga e 2) em bactérias presentes em biofilmes. Em um biofilme, as bactérias podem ser 1000 vezes mais resistente a um antibiótico, quando comparadas às mesmas células planctônicas, embora os mecanismos envolvidos nesta resistência sejam ainda pouco conhecidos. Dentre os possíveis mecanismos, acredita-se que possa haver a inativação da droga por polímeros ou enzimas extracelulares, ou a ineficiência da droga em decorrência de taxas de crescimento muito lentas no interior dos biofilmes.Infecções assciadas a biofilmes geralmente são de natureza recorrente, visto que as terapias antimicrobianas convencionais eliminam predominantemente as formas planctônicas, deixando as células sésseis livres para se reproduzir e propagar no biofilme após o tratamento. Para tornar o quadro ainda mais grave, as bactérias presentes nos biofilmes encontram-se mais protegidas contra o sistema imune do hospedeiro.Exemplos típicos de doenças associadas a biofilmes incluem as infecções de implantes tais como válvulas cardíacas, catéteres, lentes de contato, etc.Os biofilmes podem ainda promover doenças se formados em tecidos, tais como nas infecções pulmonares provocadas por Pseudomonas aeruginosa, em pacientes com fibrose cística, que são suscetíveis a infecções crônicas por esta bactéria. A periodontite é outro exemplo de doença provocada por biofilmes. O principal microrganismo associado a esta doença, Porphyromonas gingivalis, coloniza uma grande de superfícies orais direta ou indiretamente, sendo então capaz de invadir as células das mucosas e liberar toxinas.