sábado, 20 de março de 2010
Equimose
As que surgem à distância resultam da migração do sangue extravasado ou por aumento da pressão venosa por compressão das veias de drenagem, por exemplo, petéquias em conjuntivas oculares.
A Equimose ,é a infiltração de sangue na malha dos tecidos ,surge com a rotura de capilares.Pode suceder uma rubefação ou hiperemia ,podendo estar relacionada a taruma ou distúrbios de coagulação.
Petéquias - cabeça de alfinete - desaparecem mais rápido que as demais.
Sugilação - confluência de numerosas lesões puntiformes em uma área bem definida - grãos de areia.
Sufusão - formada por uma "hemorragia" mais extensa - mantém o centro violáceo e as mudanças de cor ocorrem na periferia.
Equimoses espontâneas não se relacionam às contusões, nem possuem sede preferencial. Têm distribuição simétrica no corpo, acompanhadas por outros sinais de doenças hemáticas.
Equimoses post-mortem - surgem nas regiões de livores intensos.
Nevus azul - (pardo-escuro) - deposição congênita de melanina na região sacra - não é equimose.
Evolução cromática da equimose - deve-se à progressiva reabsorção da "hemorragia" pela ação dos macrófagos.
Hemossiderina
É composto de óxido de ferro e pode se acumular em diferentes órgãos em diversas doenças. O ferro é necessário para muitas das reações químicas do corpo mas é tóxico quando não estiver adequadamente contido. Consequentemente, muitos métodos de armazenamento do ferro foram desenvolvidos.
Os humanos tipicamente armazenam ferro no interior de uma proteína chamada ferritina. A forma do ferro na ferritina é o ferro III. Ao se ligar com a ferritina, o ferro se torna solúvel em água. Diversas doenças resultam da deposição de ferro III em tecidos em uma forma insolúvel. Estes depósitos de ferro são chamados hemossiderina. Embora estes depósitos freqüentemente não causem sintomas, eles podem causar uma lesão ao órgão.
O acúmulo e o processo de reabsorção estão relacionados às variações de coloração presentes no espectro equimótico.
Icterícia
A bilirrubina é um produto da metabolização dos grupos Hemo. Existem dois tipos de bilirrubina, a não conjugada ou indireta e a conjugada ou direta. A bilirrubina conjugada é o resultado da metabolização hepática da não conjugada. Depois de ser conjugada a bilirrubina torna-se hidrossolúvel, de modo que pode ser excretada pela urina, se bem que isto só acontece em situações patológicas já que geralmente é liberada na bílis, posteriormente degradada pelas bactérias dos intestinos em urobilinogênio, que dá a cor característica às fezes e por sua vez é parcialmente reabsorvido no intestino e excretado pela urina conferindo-lhe também um pouco de coloração.
A icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada deve-se a uma colestase. Desse modo a bilirrubina não pode ser excretada pelo colédoco, indo parar na corrente sanguínea. Como já foi referido, a bilirrubina conjugada pode ser excretada pela urina resultando assim uma urina escura, cor de coca-cola ou conhaque, com espuma amarela chamada colúria. A ausência de urobilinogênio nas fezes causa deposições brancas chamadas acolia. Do mesmo modo que se acumula bilirrubina no sangue também se acumulam sais biliares que interferem no equilíbrio de dissociação entre albumina-bilirrubina favorecendo o estado livre da última e a sua excreção pela urina. Os sais biliares em sangue também provocam prurido e bradicardia.
ENDOMETRIOSE
Endometriose Dor e Infertilidade
QUE É ?
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação.
ONDE SE LOCALIZA ?
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas ( atrás do útero ), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.
Causas?
Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a Menstruação, células do endométrio, camada interna do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen. Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7 % das mulheres tenham endometriose.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Disfunção da ATM
A ATM é a articulação que une a mandíbula ao crânio e está localizada na frente do ouvido e é utilizada na fala, mastigação e deglutição. A disfunção da ATM é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário. Os dentes inferiores quando em contato com os dentes superiores formam a oclusão dental, responsável pela estabilidade da ATM. A oclusão inadequada (má oclusão) é, na maioria dos casos, a responsável direta pela disfunção da ATM. A disfunção está relacionada a hábitos comuns, como o apertamento dentário e o bruxismo, morder objetos estranhos, roer unhas, mascar chiclete, postura da cabeça (para a frente), o de prender o telefone com o queixo ou ainda apresentar fatores relacionados com o estresse, depressão e ansiedade ou eventos traumáticos.Sintomas:
- Dores de cabeça
- Dores de ouvido
- Dor e pressão atrás dos olhos
- Um "clique" ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca
- Dor ao bocejar, ao abrir muito a boca ou ao mastigar
- Mandíbulas ficam "presas", travam ou saem do lugar
- Flacidez dos músculos da mandíbula
- Brusca mudança no modo em que os dentes superiores e inferiores se encaixam
O paciente que apresenta uma disfunção da ATM pode ter dor de cabeça na região temporal a acordar ou no final da tarde, sensação de rosto cansado, limitação de abertura bucal, dor ao mastigar, estalos na ATM, zumbido.
Tratamento:
Os tratamentos da disfunção da ATM são diversos e consistem na eliminação dos fatores que podem estar contribuindo e agindo na manutenção da dor. O processo de eliminação da dor vai desde a terapia de pontos de gatilho na musculatura da ATM, comportamento cognitivo, terapia muscular e em alguns casos pode ser necessária a utilização de uma placa estabilizadora ou reposicionadora entre outros.
terça-feira, 16 de março de 2010
Torcicolo Congênito

- A pré-natal;
- a traumática;
- a infecciosa;
- a neurogênica;
- a isquêmica;
- a hereditária e
- mais recentemente a de uma distrofia muscular congênita com manifestações pré ou pós-natal.
Ao exame macroscópico, o "tumor" esternocleidomastóideo é branco e brilhoso, dando a aparência de um fibroma de partes moles. Os estudos microscópicos mostram que ele consiste de tecido fibroso denso, sem evidências de hemorragias ou hemossiderina. Em crianças mais velhas, após o desaparecimento "tumor", tecido excisado do músculo esternocleidomastóideo mostra que ele foi substituído por tecido fibroso, com perda das estriações transversas, vacuolização e rotura das bainhas endomisiais.
Quadro Clínico:
O quadro clínico do torcicolo é diferente de acordo com a idade do paciente e se o acometimento é unilateral ou bilateral.
- Recém-nascidos: O torcicolo nem sempre está presente, e o exame clínico evidencia apenas uma leve inclinação lateral da cabeça e, mais freqüentemente, rotação pura da cabeça e face na direção oposta ao músculo comprometido. Duas ou três semanas após o nascimento pode desenvolver-se uma massa fusiforme de consistencia endurecida e indolor, localizada no interior do músculo esternocleidomastóideo, que na maioria dos casos regride espontâneamente, no espaço de dois a três meses. Em alguns pacientes, o tumor pode persistir por mais de seis meses e produzir torcicolos até a idade de 9 a 15 meses.
- Crianças Maiores de 1 ano: Nestes pacientes, a cabeça encontra-se inclinada em direção ao lado comprometido, com a mandíbula e a face rodadas em direção contrárias. A persistência da deformidade provoca achatamento e assimetria da face, com desnivelamento dos olhos e orelhas, que situam-se em um nível inferior ao lado normal. O ombro do lado afetado torna-se elevado, e freqüentemente existe uma escoliose cervicodorsal. A rotação e inclinação lateral do pescoço estão diminuídas, enquanto que a flexão e a extensão usualmente são normais.
Tratamento:
Em cerca de 80% dos casos, a fibrose não é suficiente para requerer cirurgia corretiva. Em crianças com menos de 1 ano de idade, o tratamento do torcicolo muscular congênito consiste em exercícios de estiramento muscular. Os exercícios podem ser divididos em duas etapas e devem ser realizados por duas pessoas. Uma das pessoas fixa ambos os ombros e a outra segura a cabeça com uma mão na base do crânio e a outra em torno da mandíbula da criança. A cabeça da criança é então tracionada suavemente. A primeira etapa consiste em tracionar a cabeça da criança com o intuito de afastá-la dos ombros e em seguida realizar uma rotação da cabeça em direção ao lado oposto, de tal forma que a mandíbula aproxime-se do ombro oposto ao músculo lesado. Esta posição deverá ser mantida por 10 segundos. A segunda etapa consiste em tracionar a cabeça, incliná-la ligeiramente para a frente e rodá-la ligeiramente para o lado oposto à lesão. Em seguida o pescoço da criança é inclinado lateralmente até que a orelha esteja em contato com o ombro. O estiramento é mantido durante 10 segundos. Estes exercícios devem ser repetidos no mínimo 5 vezes, em 2 ou mais sessões diárias. Também deve ser dada orientação para o preparo do quarto do recém-nascido. O berço deve ser colocado junto à parede e a criança colocada de tal forma que para olhar os estímulos tenha que movimentar a cabeça para o lado da lesão, ou seja, o lado não lesado deverá estar voltado para a parede, quer esteja em decúbito ventral, quer esteja em decúbito dorsal. Dessa forma pode-se conseguir estiramento do esternocleidomastóideo sem necessidade de cirurgia.

segunda-feira, 15 de março de 2010
Envelhecimento Celular
Postado por: Michelle